Prévia: Lanterna Verde: A Ascensão dos Caçadores Cósmicos
Eu sei o que você deve estar pensando. Lanterna Verde: A Ascensão dos Caçadores Cósmicos foi feito em cima do filme que estreará em algumas semanas, e jogos dessa categoria nunca são bons. Eu joguei alguns trechos do título do herói da DC e, baseado no que vi, posso dizer que… você não está totalmente errado, mas também não está totalmente certo.
Lanterna Verde possui uma jogabilidade que bebe diretamente de títulos de ação como God of War. Um botão é usado para ataque fraco, um para o forte e um outro para um agarrão, e combos são feitos a partir da mistura dessas três ações básicas.
Apesar da comparação, o combate não flui como no jogo do deus da guerra. Os combos são de fácil execução, mas há algo um tanto duro no intervalo necessário entre cada um deles, o que dá uma sensação de dureza à ação. São pequenos toques ausentes na movimentação do personagem e na resposta dos comandos feitos, que se estivessem presentes fariam toda a diferença. É algo mais fácil de ser sentido do que explicado, mas qualquer um já tenha pego um jogo de ação mediano e em seguida colocou as mãos em um God of War ou Devil May Cry sabe do que eu estou falando. Dito isso, seria exagero dizer que mecanicamente Lanterna Verde não funciona. Os golpes e combos servem pefeitamente para eliminar os inimigos que vêm na direção do personagem, e em nenhum momento pensei que estaria me saindo melhor se a ação fluísse mais naturalmente.
Visualmente, os ataques são bem legais graças aos poderes do anel. Formas e objetos grandes e exagerados são manifestados de acordo com o combo executado, o que torna divertido variá-los. Além dos golpes normais, existem habilidades especiais cujo uso esvazia parte de um medidor. Esses poderes também fazem uso do anel, mas os itens criados dessa maneira são muito mais extravagantes e fortes. Eles variam desde um bastão de beisebol maior que a média, a lança-mísseis, metralhadoras giratórias e uma marreta extremamente pesada.
O uso dessas habilidades é apenas parcialmente limitado, pois qualquer inimigo derrotado e urna quebrada libera orbes que restaurarão a barra de especial. A variedade desses ataques é inicialmente limitada, sendo que no trecho testado novos poderes eram abertos de acordo com a evolução da história. Eu só pude ver poucos deles, mas pela tela de seleção era possível observar que eles existem em boa quantidade.
Ao fim do trecho inicial, como esperado, havia um chefe que precisava ser derrotado. O combate não pediu por grandes táticas; tudo que foi preciso fazer foi desviar quando era aparente que o inimigo estava para golpear, atacando-o logo em seguida. Quando sua vida estava quase vazia um ícone apareceu na tela, indicando que era hora de começar um quick-time event. Essa ação não foi particularmente bem executada, mas ao menos os objetos manifestados pelo anel eram bem diferentes daqueles vistos anteriormente. Tudo valeu a pena quando, para finalizar o chefe, uma bigorna verde foi criada e solta em sua cabeça.
Em uma segunda parte que estava disponível para teste, a jogabilidade era completamente diferente. O Lanterna Verde estava voando pelo espaço, e os comandos se assemelhavam aos de Star Fox, pois o controle da mira também movimentava automaticamente o personagem. Dois ataques distintos podiam ser usados. Um deles era um disparo comum, que precisava ser mirado com precisão, e o outro era um poder que precisava ser carregado, mas os projéteis deste eram teleguiados.
O jogo inteiro pode ser jogado cooperativamente, sendo que nos trechos vistos o segundo jogador controlava Sinestro. Nos momentos de jogabilidade similar a de God of War isso não causava problemas, sendo mais divertido estar acompanhado de outra pessoa. Nas partes de voo no espaço, no entanto, a história é outra. O formato da mira de cada um dos jogadores é diferente para que haja maior distinção, afinal ambos possuem roupas verdes, porém isso não é suficiente. Foi difícil manter a atenção em meu próprio personagem, confundindo-me constantemente. Felizmente, a dificuldade não pedia por reflexos mais ágeis do que daqueles que eu estava tendo, então tudo acabou funcionando.
Lanterna Verde: A Ascensão dos Caçadores Cósmicos terá legendas para o português do Brasil. Pelo que eu pude ver, elas estão boas, com um ou dois detalhes que poderiam ser alterados para soarem mais naturalmente, mas nada que realmente possa ser visto como negativo. Elas certamente tem uma qualidade muito superior às vistas recentemente em Mortal Kombat.
A impressão que Lanterna Verde me causou não foi negativa, mas não posso dizer que tenha saído impressionado. A não ser que aquilo que tenha sido mostrado seja a ponta do iceberg e o resto da aventura seja fantástica, é difícil que ele quebre o paradigma de jogos feitos em cima de filmes. Ao mesmo tempo, há chances de que aqueles que estejam muito empolgados com o longa encontrem divertimento com o jogo.
Lanterna Verde: A Ascensão dos Caçadores Cósmicos estará disponível para Nintendo DS, 3DS, PlayStation 3, Xbox 360 e Wii. No Brasil, as versões para console serão vendidas por R$ 179,90 e as de portátil por R$ 189,90. Por último, as edições de Xbox 360 e Wii distribuídas em território nacional virão acompanhadas da animação Lanterna Verde – Primeiro Voo.









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